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Os jogos de tabuleiro guardam-se com otimismo: empilhados dez a dez num armário, caixas a esmagar-se lentamente sob o próprio peso, tampas que já não fecham porque a caixa de baixo cedeu. Puxe um jogo do meio e a torre inteira vem abaixo. Junte uns puzzles com ansiedade de peça perdida e um baralho preso com um elástico, e a noite de jogos começa com dez minutos de escavação. Eis como os arrumar para que a coleção sobreviva — e seja mesmo jogada.
Passo 1: Tire tudo para fora e corte o peso morto
Tire todos os jogos e puzzles do armário e empilhe-os onde consiga ver a coleção completa. Agora faça uma triagem sem piedade: jogos com peças essenciais perdidas, jogos que a casa já ultrapassou, o Uno em duplicado, o puzzle que já montou duas vezes e nunca mais vai montar. Jogos completos e em bom estado doam-se ou passam-se a amigos; os incompletos são lixo, não doações. O que sobrar deviam ser jogos que jogaria com gosto este mês.
Passo 2: Pare de empilhar — guarde as caixas de pé ou na vertical
A torre é o inimigo. Caixas empilhadas ao alto esmagam as de baixo e tornam inalcançáveis os jogos do meio. Se a altura da prateleira o permitir, guarde as caixas grandes na vertical como livros, com a lombada para fora: a maioria das caixas modernas aguenta bem se as peças estiverem em saquinhos. Para as clássicas caixas largas e baixas, no máximo quatro ou cinco por pilha, a mais pesada em baixo. Uma estante de cubos encaixa quase na perfeição nas caixas de jogos: um género por cubo. Ver na Amazon →
Passo 3: Ensaque as peças dentro de cada caixa
Quase todo o caos das caixas é interno: fichas soltas a deslizar por baixo do molde, cartas à solta num canto. Uma caixa de saquinhos com fecho zip resolve uma coleção inteira numa noite: um saco para fichas, outro para cartas, um por cor de jogador. Ver na Amazon → Os elásticos, pelo contrário, comem as bordas das cartas e partem-se com o tempo. Para os jogos de cartas cujas caixas se desfizeram há muito, um estojo para baralhos guarda uma dúzia em filas etiquetadas. Ver na Amazon →
Passo 4: Livre-se das caixas maiores
Alguns jogos são 90 por cento ar. Se o espaço for curto, transfira os piores para sacos de arrumação para jogos de tabuleiro — bolsas planas que guardam o tabuleiro, as peças ensacadas e as regras numa fração do espaço. Ver na Amazon → O mesmo truque encolhe os puzzles: passe cada puzzle para um saco de rede com a imagem da caixa recortada e metida lá dentro, e doze caixas de puzzles tornam-se uma única caixa pequena. Ver na Amazon → As edições de colecionador ficam na caixa; transfira as devoradoras de espaço.
Passo 5: Divida por público e etiquete a prateleira
Arrume os jogos consoante quem os joga: os dos miúdos na prateleira mais baixa, onde as mãos pequenas chegam (e as asneiras pequenas ficam contidas), os de família à altura dos olhos, os de dois jogadores e de adultos mais acima. Os puzzles têm a sua própria zona. Uma etiquetadora transforma o sistema numa regra que toda a casa consegue seguir: um espaço etiquetado diz exatamente onde cada jogo volta a ficar. Ver na Amazon →
Que a noite de jogos seja fácil
O sistema aguenta se devolver um jogo for tão fácil como pegar nele. Os jogos voltam de pé, à sua zona, com as peças ensacadas: um trabalho de trinta segundos em vez de um número de equilibrismo. Reserve um lugar de «favoritos atuais» à frente para os três jogos mais jogados, e rode-o todos os meses.
Comece hoje à noite com a triagem e uma caixa de saquinhos zip. Uma noite a ensacar fichas, e todas as noites de jogos futuras começam a jogar — não a escavar.
